domingo, 10 de outubro de 2010

Mel da alma


Diante da mais pura sensibilidade
no gelado toque do seu cabelo molhado
Ao me acordar de manhã
Me despertou a sensação de que basta esse detalhe

para mudar por completo o meu dia
Me pego na madrugada concentrado tentando exprimir em rimas o bem que você me faz, conversas que acabam em risada, ou da relação
entre galáxias e chacras espirituais

aroma agradável na casa inteira, de citronela,erva cidreira
A sensação de trilhar com dignidade
Gratidão por uma vida simples porém verdadeira
Não te peço nada a-lém,

do que de forma expontânea você já tem
So me concentrei em fazer essa dedicatória
E registrar nas nossas vidas essa historia

Troco a angústia pela serenidade
Escapo do tédio quando te sinto
Rio a toa por nada, não minto
Essa sua leveza ate me da saudade
Sinto uma energia boa agradável
Algum dia te explico o inexplicável
melhorando na lentidão rumo à amplidão
Através do amor e da bondade

Por mais semelhante que pareça
Não se repete em nenhum ser humano
sequer uma digital
vou no estilo original
de barra forte fone de ouvido
cantarolando no temporal
Ou no fim de tarde dourada feito bronze
Saudar você com esse bouquet de frases
Atravessando a vida nos baixos e altos das fases
Da lua o brilho intenso, inspirado penso
Fazer musica é tirar uma fotografia
Para reabrir no futuro o que surgiu no passado
Seguindo esse principio sinta-se presenteada
ao escutar a simplicidade do meu letrado
te desejo toda sorte desse e de outros mundos
Seja na realidade ou em sonhos profundos
Sentido de plenitude e de realização
já que o mel da alma ‘e a gratidão

Troco a angústia pela serenidade
Escapo do tédio quando te sinto
Rio a toa por nada, não minto
Essa sua leveza ate me da saudade
Sinto uma energia boa agradável
Algum dia te explico o inexplicável
melhorando na lentidão rumo à amplidão
Através do amor e da bondade

Segue em anexo a musica
http://soundcloud.com/denisduarte/mel-da-alma-pre-prod-bnc?utm_source=soundcloud&utm_campaign=share

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Troco a raiva pela serenidade
Escapo do tedio quando te sinto
Rio a toa por nada, nao minto
Essa sua leveza me da saudade
Sinto uma sensaçao agradavel
Algum dia te explico o inexplicavel
Mas devagar com tranquilidade

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

o "eu" e a matéria bloco 1

Me livro do que pesa
do que me faria um preso
leve infinito e coeso
saber que essa alma preza

Para flutuar na água
Para salvar o meu couro
não abraço prata e ouro
que afunda feio feito mágoa

Faço dos ensinamentos
Meu martelo de ciência
Da evolução vivências
De elevados pensamentos

E bem aqui no chão
Devagar eu vou miúdo
Galgando a pés de veludo
na jornada da evolução

Na infinita escadaria
degraus de simplicidade
a caminho da verdade
que do alto irradia

ignorância elimino
orgulho esmago sem perdão
pra que não colha presunção
vaidade eu não germino

Nem faço para teu agrado
falso elogio ou adulação
no processo de evolução
me deixaria atrasado

nunca fui dono da razão
a razão é quem me avalia
me observa noite e dia
através de um anjo guardião

E preciso feito um lanceiro
no olho da falsidade
vôa a zunir sem piedade
lança que atinge o alvo em cheio.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

semente

flutuante nas águas de um poema escrito
entre exclamações de terremotos, ventanias no deserto
peregrino entre tantos que procuram respostas
respeito aos meus semelhantes e a tudo mais que é certo
assustado diante de um tsunami
distanciado percebo que era só orvalho em flor
transparente a passear em luminosidade e cor
bem diferente daqueles games da konami
poeta que prefere dar foco às melodias divinas
ao invés de se gabar por tudo aquilo que profere
Ouvindo Rebento do mestre Gilberto Gil
Em recortes de vinil que aos ouvintes se reverbere
Criativa e expansiva vibração mental
Simples e radiante feito o sorriso de uma criança
Pelo caminho da eternidade semeando bondade
através do discernimento a alma dança.

terça-feira, 13 de julho de 2010

flow rider

Bem no começo, encardido de carvão carregando lenha
Hoje crescido ser humano que nem duvida nem desdenha
afinal que é que na terra posso julgar,
além de quem juntou essas frases pra se expressar ?
fujo da ilusão que é sustento do inferno
no intuito de evoluçao me recolho ao templo interno
a verdade é uma só e ela eu busco com calma
e através da certeza minha conduta não alterno
Não creio em imagem, nem acho graça em molecagem
Atento à natureza e sua radio-mensagem
Tendo o espírito como centelha divina em carroceiro
E o corpo "flow" rider matéria- a carruagem

De bicicleta,mpc, mochila, um monte de vinil
Devagar e sempre, observador e sutil
Procuro pela verdade, fonemas viram poemas : a munição que a intuição dispara certeira feito um fuzil
Pelas ruas do Brasil, Atlanta Tókyo ou Munique
Aluno da escola da vida, o tempo é professor
Desapegado em renúncia através do amor
útil é toda informação que este nos comunique
E que se amplifique em vibração expansional
Feito os grafiteiros que colorem muros de pau a pique
registro em desenho ou letra : retrato do imaginário
colhido e relatado em sensibilidade da psique.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

samburá vazio

Cara de quem expremeu limão lacrimejante e azedado
cara de quem expremeu limão lacrimenjante e azedado

não me deixa assustado
hoje sei qual a solução
vou ter paz no coração
pois sei que tenho trabalhado
soltar fogo pela venta ´só me deixa arredio

pescador que se impacienta volta de samburá vazio

Necessidade de aprender é boa feito o aprendizado
necessidade de aprender é boa feito o aprendizado


canção de verso letrado
registro pra aprender
que jardim só vai florescer
após ser bem semeado

se me barrou agora aguenta
desço flúido feito um rio
pescador que se impacienta volta de samburá vazio

Se tudo fosse pra AGORA talvez não fizesse sentido
Se tudo fosse pra AGORA talvez nao fizesse sentido

Voltar depois de ter ido
Chegar após ir embora
Aflorar de dentro pra fora
Lembrar depois de ter vivido

Paciência é chave mestra pra vencer o desafio
Pescador que se impacienta volta de samburá vazio

Assim me disse o professor, eu não ensino o inverso
assim me disse o professor, eu não ensino o inverso

É um resumo do universo
Todo e qualquer ser vivo
Sabiá que canta altivo
Ramo de alga submerso
Mal equilibro canoa, DEUS me livre em ter navio

Pescador que se impacienta volta de samburá vazio.

Denis Duarte